quinta-feira, 20 de julho de 2017

YAUANNA


Pelas lentes da autora - Jul/2017

YAUANNA


É sonho encantado
É realidade palpável
Feita de flor, aroma e frescor

Ela é tudo de melhor de mim
Pureza, leveza
Uma brisa com certeza
Que sopra da alma para fora
E de fora vem para dentro
E fica e vinga só amor

É planta forte e bela
Regada na medida exata
Para ser ela
Eterna criança em mim

O que dizer mais
Da miha filha linda
Amiga, querida
Sapeca, eterna menina?

Que é uma estrela do ceú
No firmamento de mim?

*********

A poesia em tela está na página 16, do meu livro " Apenas Poesia'',e que hoje republico em homenagem à minha amada filha que aniversariou no último dia 18.07.2017. Parabéns, novamente, lindo e amado presente de Deus!

Para ler escutando a canção de fundo, acesse:

Olha nós aí filha, na comemoração!! Risos




Código do texto: T6059671 
Classificação de conteúdo: seguro

sábado, 8 de julho de 2017

COISAS DA VIDA


Imagem Google



COISAS DA VIDA 

Ysolda Cabral


Finalmente o Tempo resolveu abrir, mandando embora a Chuva, o Vento bravio e o Frio. De portas escancaradas deixou que o Sol entrasse e ele clareando, secando a Terra e aquecendo as águas dos rios e dos mares; reina absoluto por aqui.

Respiro fundo e sentindo a força da Vida, agradeço e me levanto disposta e feliz. Contudo, algo incomoda e tira um pouco da paz que neste momento sinto. Perscruto dentro de mim e dou de cara com a folgada da tristeza, meio escondida, querendo tomar conta da minha casa, da minha alma, da minha vida... – Ah, mas não vai mesmo!

E, do jeito que o Tempo abriu, eu também abri a porta da minha casa e lhe disse: Ponha-se daqui para fora! Você não é bem-vinda. Descarada como ela só, saiu. Mas, ao passar por mim fez deboche dizendo que saia, porém me deixava de lembrança a Saudade. – Que infeliz!...

Bati a porta, sem contemplação, e/ou educação e fui de imediato ver exatamente onde ela tinha deixado a companheira e se havia mesmo deixado. - Pois não é que estava bem dentro do meu coração!

O Tempo fechou, o frio bateu, a chuva voltou... Mas, em mim nada mudou! - Não nasci para ser infeliz.


**********

Praia de Candeias-PE
Em devaneios Poéticos
08.07.2017
Apenas Ysolda
Uma pessoa que chora e ri de alegria,
tristeza, ou saudade, sem pudor.

Para escutar a canção de fundo, acesse:

Código do texto: T6049007 
Classificação de conteúdo: seguro

quinta-feira, 6 de julho de 2017

"JOVEM CHARME - 1970"



Estou no primeiro degrau, de braços cruzados, com a Marta Prestrelo bem na minha frente. Não me recordo o nome das outras garotas. 


"JOVEM CHARME – 1970"
Ysolda Cabral 


Quando contava a idade de dezesseis anos, em 1970, eu, e mais quatro garotas, todas mais ou menos da mesma idade, fomos convidadas, pelo cronista social, Jotta Lagos, para participar do Concurso “Jovem Charme” de nossa Caruaru querida. O evento aconteceria no intervalo de um baile de gala, num dos clubes da cidade, - não lembro se foi no clube Intermunicipal ou no Comércio... Parte da renda seria destinada à filantropia, razão de nossos pais permitirem, sem muita resistência. - O motivo era nobre.

Dias antes fomos encaminhadas para um rápido aprendizado e/ou ensaio, para que fizéssemos bonito na passarela. Depois de recebermos orientação quanto à postura, como caminhar, escolhermos a música para nos acompanhar na passarela, ( escolhi Hit The Road Jack de Ray Charles), e até o local para a foto que tiraríamos juntas, consideraram que estávamos prontas. Quanto a roupa a ser usada no desfile, desde que fosse na cor vermelha, estava tudo certo.

Finalmente chegou o dia do Concurso, e, entre idas a modista, Leny Pierre de Mendonça, e a competente amiga cabeleireira Zefinha, logo chegou à hora de ir para o clube. – Nossa, como eu estava ansiosa, nervosa, feliz!... 

Não pensava se iria ganhar ou perder, eu não dava a menor importância para este detalhe. Só sei que estava adorando participar e reconhecia a beleza, elegância e charme das minhas concorrentes. Uma, em especial, me chamava à atenção por sua beleza tímida e angelical, Marta Prestrelo, inclusive, era ela a única que eu conhecia, pois morava próximo à minha casa. O fato é que, ganhar ou perder, para mim, nunca teve a menor importância. Até hoje sou assim. 

Pouco antes da minha apresentação, eu estava com as mãos geladas, as pernas trêmulas e uma dor esquisita no estômago. Resolvi tudo com um calmante chamado Chocolate Prestigio. - Por sinal, ainda hoje o utilizo. O clube estava lotado e muito, muito animado, – o povo da minha terra é alegre, hospitaleiro e adora uma festa. 

Quando chegou minha vez, entrei na passarela e a partir daí não vi mais ninguém. - Juro que não! Eu só conseguia escutar a música do Ray Charles, que eu adorava e de forma tão intensa que esqueci totalmente onde estava, e terminei o desfile dançando ao ritmo da bela e contagiante canção. 

- Ganhei o Concurso! 

**********

Nesta foto só lembro de Jotta Lagos
e de Marta Prestrelo, junto de mim, a direita da tela. 


Comecei a desfilar séria e compenetrada


Joguei tudo para o alto e tratei de aproveitar a música



Ganhei o Concurso 


**********

Praia de Candeias-PE
Em ondas de recordação 
06.07.2017
Apenas Ysolda
Uma pessoa que chora e ri de alegria,
tristeza, ou saudade, sem pudor.

Para escutar a canção do Ray Charles, acesse:

Código do texto: T6047175 
Classificação de conteúdo: seguro

sábado, 1 de julho de 2017

ZANZANDO EM CRÔNICA



Na foto, aos 17 anos, com o professor, Pe. Inácio Nalson Nunes, no Colégio Sagrado Coração de Caruaru-PE, recebendo o diploma de taquígrafa - Ano de 1971. Ano em que, já procurava enriquecer os meus conhecimentos, para exercer a profissão de Secretária Executiva. ( Prova abaixo ) 


ZANZANDO EM CRÔNICA
Ysolda Cabral 


Primeiro dia que antecipa minhas férias, a começarem no próximo dia três, e fico zanzando pela casa sem saber o que fazer; quando há tanto! Mas, hoje é sábado e sábado é um dia tão especial que, não fazer nada, também é bom. O que não é bom é ficar zanzando! Zanzar é andar ao acaso, é vaguear...

Quando a gente zanza no ''Mundo Poesia'' é bom, pois rende belos poemas, mas, por falta de ânimo; é preocupante! O fato é que, ultimamente, o meu caminhar tem sido assim. – Ah, desânimo!...

Pensando em como mudar tudo isso, abri a janela. - Quem sabe o Mar não me animaria!... Mas, não consegui vê-lo, pois hoje é um daqueles dias que ele se esconde da Chuva, por baixo do Tempo. Ao abrir a janela me deparei foi com um Vento frio e neblinado que me fez voltar correndo pra cama e lá permanecer até dormir novamente. 

E, neste novo adormecer, o sono me levou ao tempo de menina quando, na minha Caruaru querida, em dias assim, eu adorava andar de bicicleta, isso já quando morávamos na Imperatriz Leopoldina, 180, no bairro, hoje chamado pomposamente de Indianópolis, (antes era Rosário Velho). A rua, à época, sem asfalto, era uma rua “ladeiramente” linda e convidativa para se andar de bicicleta. - Se a gente caísse nem se machucava! A lama amortecia a queda e a Chuva escondia as lágrimas, caso a queda fizesse a gente perder a competição, de quem descia a ladeira primeiro, e claro; perder o prêmio, - tomar coca-cola até enjoar. A fábrica ficava bem na esquina! Além de que, aumentar a nossa coleção de bonequinhos da Disney, era o máximo! – Eu tinha várias Brancas de Neve e vários Sete anõezinhos! Mas, o fato é que sempre havia coca-cola para todos e os bonequinhos também, e, tudo de graça.

Eu gostava dessas competições, mesmo que quase nunca ganhasse. Contudo, a minha praia era andar de bicicleta, independente do Tempo. Fazer isso sozinha, como gostava! Um dia, chovia a cântaros, e, eu, pensando em comprar uma bicicleta somente para mim – a minha era também dos meus irmãos -, e, como não queria pedir a papai, (eu odiava depender de mesada), resolvi que estava na hora de ganhar o meu próprio dinheiro. Nesse dia, depois de trocar umas ótimas idéias com a prima de minha mãe, Marieta Lira, me vi subindo a rampa da Prefeitura Municipal de Caruaru, aos 14 anos, e toda molhada de chuva, cheguei ao gabinete do Prefeito, João Lyra Filho, e perguntei: Marieta lhe disse que quero trabalhar? E ele, com sorriso bondoso, honesto e amigo, falou: ''Disse, sim! Mas, Ysolda, você sabe fazer o quê?''E eu, de pronto, lhe respondi: Tudo o que me ensinarem. E, ele então respondeu: ''Está contratada!'' - Pois é!... Foi então que comecei a trabalhar, porém sem carteira assinada, pois naquela época menor não podia trabalhar, se a memória não me falha.

Nossa como fui longe nesta crônica! – Fui escrevendo, escrevendo, de repente me dou conta de que logo, logo, estarei completando meio século de trabalho, apesar de já estar aposentada. E, mal saio de férias, fico zanzando pela casa sem saber o que fazer?! – Que coisa! 

– Acho que, finalmente, vou comprar uma bicicleta somente para mim. 
**********

Prova que constava de um ditado



Média alcançada: 9,0


TAQUIGRAFIA 
Sistema muito rápido de escrita que usa abreviaturas especiais. 

**********

Praia de Candeias-PE
Escondida no Tempo
01.07.2017
Apenas Ysolda
Uma pessoa que chora e ri de alegria,
tristeza, ou saudade, sem pudor.

Código do texto: T6042755 
Classificação de conteúdo: seguro

sexta-feira, 23 de junho de 2017

SONS DA MINHA TERRA - C/ PARTICIPAÇÃO DO MEU POETA QUERIDO ODIR MILANEZ


Clicada por minha filha Yauanna - Caruaru/PE - Junho/2016.


SONS DA MINHA TERRA
Ysolda Cabral 



Gosto do amanhecer de Candeias quando o canto das ondas do Mar acompanha o canto dos passarinhos. - Gosto muito! Contudo, por vezes, sinto saudades do canto do galo fazendo solo, nos concertos dos pássaros, nas madrugadas da minha Caruaru querida, no meu tempo de menina. - O galo era o meu Luciano Pavarotti preferido. 

Infelizmente, ou felizmente, a cidade cresceu tanto que ele não mais existe por lá. Deve ter batido asas para alguma chácara, sítio, fazenda... Talvez, até, gente despeitada que não canta nada, o pegou de surpresa, colocou numa panela e comeu com cachaça numa noite de São João. - Vai lá se saber que destino ele teve neste mundo de meu Deus, com tanta gente desalmada!

O fato é que, hoje, especialmente hoje, acordei com um som diferente de todos que já escutei! Não sei precisar que som era. Só sei que ele me convidava a sair da cama, rodopiando pela casa feliz que nem pião, ou bailarina. Som cheio de vida, de alegria, de suavidade impressionante! Não vinha das ondas do Mar, nem dos pássaros, nem muito menos de nenhum galo da madrugada, até porque aqui só tem um nos arredores, e ele só canta no sábado de carnaval no terreiro recifense.

- Ah, que som maravilhoso aquele que me acordou hoje! Seria algum instrumento musical? - Fiquei tentando identificar e nem vi o avanço da hora. Quando me levantei, o Sol já engatinhava pela sala. - Fiz que não vi! Deixei que ficasse engatinhando até andar e cair, mas isso só aconteceria no final da tarde.

Fui caminhar, recordando os sons de minha terra, somente para descobrir aquele que me acordara tão cedinho. 

Foi quando a Brisa, mãe do Mar, brincando com os meus cabelos cantou carinhosamente, em meu ouvido, o seu bom dia e ele dizia: 

QUERERES
Odir Milanez

Quisera que a poesia me animasse,
reativando a voz vinda do vento,
para que um canto novo eu te ofertasse,
liberto das prisões do pensamento!

JPessoa/PB
22.06.2017
Sou somente um escriba
que escuta a voz do vento
e o versa em versos de amor.

A minha musa Ysolda Cabral

**********

Obrigada meu Poeta adorado! 


**********

Praia de Candeias-PE
Em 23.06.2017
Véspera de São João
Apenas Ysolda

Para escutar a canção de fundo, acesse:




Ysolda Cabral e Odir Milanez
Código do texto: T6035205 
Classificação de conteúdo: seguro

quarta-feira, 14 de junho de 2017

RECOMEÇO


Imagem Google


RECOMEÇO 
Ysolda Cabral 



O pesadelo por vezes me chama.
Atendo! Não há como dele recuar.
Pode ser até para me jogar na lama.
Não ligo! Saio dela sem me sujar.

Há noites que ele me tira da cama,
joga-me no chão. É tão fácil levantar! 
E, quando os pássaros o dia proclama,
- ah, que alegria é correr para o Mar!

Ali louvo a Deus e em júbilo agradeço,
por ter a alma livre da maldade humana.
Ela é meu porto seguro, meu endereço... 

Por vezes me perco e me desconheço,
porém, ela nunca me deixa ficar insana.
Afinal sou Ysolda, em eterno recomeço. 

********** 

Praia de Candeias-PE
14.06.2017
Apenas Ysolda 
Uma pessoa que chora e ri
de alegria, tristeza, ou saudade, sem pudor. 

Para escutar a canção de fundo, acesse: 


Código do texto: T6027473 
Classificação de conteúdo: seguro

terça-feira, 13 de junho de 2017

A LUZ DO AMOR



A LUZ DO AMOR
Ysolda Cabral


As cores azul, verde e amarelo predominam no dia lá fora, comigo sob as luzes fluorescentes destoantes. – Coisa mais sem lógica! 

Penso em escrever e começo a bocejar. Agora estou assim; toda vez que penso colocar meus pensamentos no papel, ou na tela do computador, isso acontece. - Parece mais mandinga, feitiço para liquidar com aquilo que ainda chamo de minha poesia!

Levanto-me e resolvo ir almoçar fora. Preciso sentir na pele toda a luz e o calor que vejo daqui, através das persianas da janela que mais parecem grades. – É que, por vezes, sou passarinho e, decididamente, não posso me sentir presa. Então, com o intuito de acrescentar o cinza da solidão às cores do dia, saio para almoçar a passos lentos.

Procuro pelas ruas e avenidas algum casal enamorado, afinal hoje é 12 de junho, dia em que, além de outras comemorações, se comemora o dia dos namorados. - Não vi nenhum, ou, pelo menos; nenhum que parecesse namorar.

Continuo a caminhada até o restaurante, quando resolvo olhar para o Céu e, surpresa, vejo vários pássaros voando em duplas, (casais com certeza), bem sobre a minha cabeça. - Sorrio contente da vida e sigo.

Mal chego ao “Tachos e Panelas”, entra um casal, de idade já um tanto avançada, perguntando onde estavam as velas. A Sra. Cristina Santos, proprietária do restaurante, ruborizada, achando estar sendo cobrada, e/ou criticada pelo esquecimento, pela falha; mais que depressa argumenta que luz de velas só no jantar. O casal sorri, em cumplicidade, e, de mãos dadas, vai almoçar.

Fico a olhar para eles meio de soslaio e penso pedir à Cristina para providenciar velas para a mesa que iriam ocupar, sem importar se é dia ou noite, almoço ou jantar. - Não peço!

Sobre o casal paira a luz de muito amor. - Para quê velas?


**********

Praia de Candeias-PE
Registrando significativos instantes,
vivenciados no Espinheiro.
12.06.2017
Apenas Ysolda 
Uma pessoa que chora e ri
de alegria, tristeza, ou saudade, sem pudor.


Código do texto: T6025464 
Classificação de conteúdo: seguro