domingo, 11 de junho de 2017

QUASE DESEJO DE GESTANTE


A imagem pode conter: comida

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QUASE DESEJO DE GESTANTE
Ysolda Cabral



E por falar em São João... Recebi uma doce mensagem que envolvia fotografias da culinária junina. Ah, como fiquei com água na boca! Pensei: vou comprar milho e vou fazer umas pamonhas e um pouco de canjica. - Do sofá não levantei! Como se não bastasse a tentação, recebi outra mensagem, e nesta última, a canjica, por demais tentadora, me fez decidir: vou até a padaria comprar. - Do sofá não levantei! Conclusão: aqui estou a refletir a minha falta de disposição... Ela é tão grande, tão grande que, supera a minha vontade, quase desejo de gestante, de comer pamonha e canjica. Fato altamente preocupante. Meu caso é grave! - o que fazer?!!!


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Praia de Candeias-PE
Em preocupante maré
11.06.2017
Apenas Ysolda



SAUDADE DO NADA

Nenhum texto alternativo automático disponível.

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SAUDADE DO NADA
Ysolda Cabral



Ah, quanto a minha poesia?!
Se apropriou da minha alegria, 
e se foi mundo afora...


E agora?...

O amarria de contenção,
segura, também, a emoção
e o meu coração cala.

Na noite de Lua acanhada,
sou estrela solitária, apagada,
com saudade do nada...

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Praia de Candeias-PE
06.06.2017
Apenas Ysolda


PAIRAR NO NADA ( PENSAMENTO)


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PAIRAR NO NADA
Ysolda Cabral 



Penso que o meu pensamento navega num mar de lembranças que me deixam triste. Interrompo a navegação e percebo o meu olhar pairar no nada. Pareço fantasma!... Ah, mas sou indiferença abençoada! Sentindo que o sono já vai chegar, me alegro; sei que lindos sonhos vou sonhar...

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Praia de Candeias-PE
02.06.2017
Apenas Ysolda

quarta-feira, 31 de maio de 2017

O BALÃO MAIS BONITO


Imagem google 



O BALÃO MAIS BONITO
Ysolda Cabral 



Último dia do mês Mariano e ao pedir graças, tantas promessas fiz! Confesso que recebi algumas, mas poucas promessas cumpri. Sei que o meu castigo será nefasto e vai começar amanhã com a chegada de Junho, mês que adoro. Melhor procurar me redimir. - Como farei isso, pensei.

Depois de muito refletir, idéias coloridas me surgiram em forma de lindos balões e bandeirolas que enfeitavam a minha vida de matuta nata de Caruaru. - Nossa, desta feita ninguém me segura nos festejos juninos! Comemorei. De repente percebi que os balões e as bandeirolas não eram de material comum e usual. 

Ah, eles eram de sorrisos de alegria pura e genuína, e de canções que só o meu coração de menina conhecia! De tão entusiasmada sorri mais, cantei mais e quanto mais sorrisos eu sorria, e mais canções eu cantava; mais balões e bandeirolas eu fazia. - O meu espaço interior tomava forma das festas de São João...

A tarde começou a cair e, em meio ao nublado do dia, dei conta do balão mais bonito...

O meu balão mais bonito não era feito de sorrisos, nem de canções... Era todo feito de saudades.

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Praia de Candeias-PE
Encerrando o mês Mariano
31.05.2017
Apenas Ysolda
Uma pessoa que chora e ri
De alegria, tristeza, ou saudade sem pudor.

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Em tempo: Amanhã completo nove anos de Recanto das Letras, com 2.167 publicações, contabilizando um pouco mais de 217 mil leituras. Para mim é um grande feito, pois jamais pensei chegar a uma marca tão expressiva. Estou super agradecida a todos que até aqui me honraram com suas leituras e comentários sempre tão generosos e gentis. Esperando continuar escrevendo e merecendo essa atenção, com Deus sempre no meu coração; continuo sendo, Apenas Ysolda.

Muito obrigada! 



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Recanto das Letras 

terça-feira, 30 de maio de 2017

RELÓGIO MARATONISTA



Na imagem ilustração meu lindo e amado sobrinho
Humberto Cabral de Siqueira


RELÓGIO MARATONISTA 
Ysolda Cabral



Algumas cismas sei que tenho. Sei também que não me chateio fácil, porém tem coisa que mais parece feita, encomendada para tirar a gente do sério e nos deixar irritados ou, em alguns casos; literalmente quebrados. - Senão vejamos:

Comprei um apartamento onde todas as tomadas foram instaladas em lugar estrategicamente inviável para qualquer necessidade e, ou, decoração. Considerando que numa compra dessas, para quem não tem caixa II, e jamais recebeu, recebe e nem receberia propina de espécie alguma, a gente fica totalmente sem grana e lança mão do improviso. Foi o que aconteceu comigo ao me mudar para o apartamento onde moro: lancei mão de extensões com fios quilométricos. Resultado; os fios vivem se enrolando nos meus pés e já me levaram ao chão várias vezes. Só não conseguiram quebrar a minha cara posto que, esta eu mesma costumo quebrar sozinha.

Quando levanto durante a noite para ir ao banheiro, ou à cozinha, sem ascender às luzes, até entendo eles me pegarem, mas com as luzes todas acesas, ou mesmo a luz do dia?! - É praga! Devo ter feito alguma coisa para merecer tamanha perseguição.

E, como se não bastasse os fios das extensões para atanazarem a minha vida, agora arranjei um relógio de ponto que resolveu, propositadamente, ser maratonista pela manhã, pois corre com a hora que nem louco desvairado, somente para me fazer registrar o ponto com atraso na chegada, – nem meu sobrinho Humbertinho corre tanto! Quanto à saída, ele anda quase parando, capengando, se arrastando... - Vê se pode! Tudo isso por pura maldade, despeito, ou forra, porque somente agora, depois de aposentada, dependo dele para receber o meu salário, sem descontos, no final do mês. Ele devia era ter dó de mim e andar devagar para me dar tempo de chegar ao trabalho e depois, aí sim, correr bastante durante o expediente para eu ir logo para casa descansar. Afinal, depois de mais de trinta anos de trabalho, me aposentar e ter que continuar a trabalhar é mesmo uma coisa muito triste, muito triste!

Agora, os meus colegas que estão prestes a perder a esperança de um dia se aposentarem, - mesmo tendo que continuar trabalhando depois de aposentados -, sofrerem com os despautérios de um tolo e vingativo relógio de ponto; não acho isso justo. – Ah, não acho mesmo! 

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Praia de Candeias-PE
Porque hoje é domingo
18.05.2017
Apenas Ysolda
Uma pessoa que chora e ri de alegria,
triseza, ou saudade sem pudor.


Atenção! Crônica c​​​​om fundo musical...
Para escutar clique no link abaixo:


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terça-feira, 23 de maio de 2017

PASSEIO A PASSOS LENTOS / OS PASSOS QUE PASSEIAS - YSOLDA CABRAL E ODIR MILANEZ


Imagem Google 



PASSEIO A PASSOS LENTOS
Ysolda Cabral


Gosto de passear pelos meus pensamentos.
Passeio a passos lentos,
parando para, sem pensar,
viver de novo algum momento...

Gosto de passear pelos meus sentimentos,
avaliando os desejos nunca satisfeitos,
imaginando a intensidade e a fragilidade deles.
E me pergunto: será que tinha jeito?...

Gosto de passear no meu silêncio,
para escutar a Vida correndo em minhas veias,
revelando estranhos segredos.
Perco o medo!

Mas, nos meus pensamentos a tarde cai.
A noite chega rapidamente,
silenciando o canto dos pássaros em minha cabeça...

Paro o passeio.

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Praia de Candeias-PE
23.05.2017
Apenas Ysolda
Uma pessoa que chora e ri de alegria,
tristeza, ou saudade sem pudor.




(Imagem do Google)


OS PASSOS QUE PASSEIAS
Odir Milanez


Meus pensamentos voam, mar afora,
pairando além da praia de Candeias,
como se a minha alma fosse embora,
para plasmar-se aos passos que passeias.

Aventando te ver, anseio, agora,
rastrear os teus rastos nas areias, 
sombreando o teu ser, a toda hora,
dos versos, que te faço, de mãos cheias! 

Ouço tua voz no canto das sereias,
vejo em teu riso o rito dos aedos,
tua vida vivente em minhas veias.

Eis que surges da messe dos meus medos,
vadeando nos ventos que verdeias, 
iluminando o sol dos teus segredos!


JPessoa/PB
23.05.2017
oklima

Sou somente um escriba
que escuta a voz do vento
e o versa em versos de amor...


Para escutar a canção de fundo, acesse:

Ysolda Cabral e Odir Milanez

 
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quarta-feira, 17 de maio de 2017

VIDA / QUANDO O VERSO SE FAZ VIDA - YSOLDA CABRAL E ODIR MILANEZ


Imagem Google 


VIDA
Ysolda Cabral


No deserto decerto
alguma coisa tem.
Isto soa bem!

Silêncio na imensidão. 
Terra, poeira, pó...
Na garganta um nó.
Ah, entorpecida visão! 

Calor, frio, medo... 
Dor, introspecção, reclusão,
no Tempo indefinido no sopro do Vento.

Solidão em companhia do Aedo...
Tanta amplidão, sem perspectiva,
fecunda a mais pura Poesia.
Renasce a Vida!

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Praia de Candeias-PE
Extrapolando no surreal
03.05.2017
Apenas Ysolda




QUANDO O VERSO SE FAZ VIDA
Odir Milanez


Quando o verso que escrevo se faz vida,
eu me sinto liberto do marasmo.
Sou parte dos passeios da avenida
e parceiro primaz do entusiasmo.

A janela é paisagem colorida,
onde o vento faz verso a cada espasmo.
A porta é porto e ponto de saída,
o murmúrio do mar é puro orgasmo.

O sorriso se esquiva do sarcasmo,
nova chance ao vencido é concedida,
o belo faz mais belo o pleonasmo.

A flor renova a pétala perdida.
O céu ostenta estrelas. Vejo-as, pasmo,
quando o verso que escrevo se faz vida!

JPessoa/PB
12.05.2017
Sou somente um escriba
que ouve a voz do vento
e o versa em versos à vida...

Para escutar a canção de fundo, acesse:

Código do texto: T6001728 
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