quarta-feira, 13 de junho de 2018

SONHOS QUE INVENTO

A imagem pode conter: 1 pessoa, sorrindo, em pé, sapatos e atividades ao ar livre



SONHOS QUE INVENTO
Ysolda Cabral



Sobrancelhas finas e arqueadas, 
cabelos despenteados pelo Vento,
sorriso, de marca já registrada,
a sorrir dos sonhos que invento...

Sem saber estar sendo tapeada
pelo senhor Tempo, em detrimento
de minhas escolhas e estradas, 
muitas asfaltadas pelo sofrimento.

Seria tão bom voltar ao começo,
identificar os erros e não mais errar! 
Ou, errar, sem ter que pagar o preço.

Quantas vezes a gente pensa amar! 
Ah, só de lembrar eu já entonteço,
e perco toda a vontade de voltar!...

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Praia de Candeias-PE
06.06.2018
Apenas Ysolda
Uma pessoa que chora e ri de alegria,
tristeza, ou saudade, sem pudor

Na foto, aos 20 anos, descendo a rampa da 
Prefeitura de Caruaru, numa manhã qualquer...

CURIOSIDADE...





Curiosidade...

Nesta foto eu contava a idade de 20 anos. Fiquei aqui matutando a razão de usar as sobrancelhas tão fininhas. Então lembrei que era moda nessa época usá-las assim. - Que diferença das de hoje! Aliás, tudo ficou muito diferente...


Praia de Candeias-PE
Em 04.06.2018
Apenas Ysolda 

terça-feira, 5 de junho de 2018

NA BOCA DA NOITE



Imagem Google que inspirou o soneto em tela.



NA BOCA DA NOITE
Ysolda Cabral


A Poesia na boca da Noite caiu, 
e a Fantasia se vestiu de realidade.
A Lua considerando um açoite vil, 
ponderou se era mesmo verdade.

Perguntou à Coruja que se retraiu,
e não respondeu sobre a insanidade.
A história, então, do nada progrediu,
e a Lua ficou cheia pela maldade...

A Poesia era pura tal qual donzela; 
como foi parar numa boca assim,
e como se obter notícias dela? 

Foi quando um vagalume, de vela, 
Iluminou a Poesia, no canto do fim,
E a Lua pode a eternizar numa tela.

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Praia de Candeias-PE
03.06.2018
Apenas Ysolda
Uma pessoa que chora e ri de alegria, 
tristeza, ou saudade, sem pudor.

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Ysolda Cabral
Enviado por Ysolda Cabral em 04/06/2018
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segunda-feira, 4 de junho de 2018

INDEFESA POESIA



Imagem Google


INDEFESA POESIA
Ysolda Cabral


Rimando ou combinando palavras,
vou assim pontuando os meus dias...
Alguns alegres, outros sem graça,
abusando da indefesa Poesia...

É um vício! Doença que não sara.
E, dela, morro até com certa alegria,
pois faço das perdas e desgraças,
motivo para escrever com estesia.

Eis a razão de compor de todo jeito.
Poesia de saudade e até soneto, 
em arremedos, saídos da alma, do peito...

Mas, quando lembro daquelo beijo...
Ah! Confesso ter um pouco de medo; 
o de esquecer a composição pelo feito.

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Praia de Candeias-PE
01.06.2018
Apenas Ysolda
Uma pessoa que chora e ri de alegria,
tristeza, ou saudade, sem pudor.


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FLOR DE LAPELA




Imagem Google


FLOR DE LAPELA
Ysolda Cabral


O Vento açoita as janelas...
Tento me concentrar em vão.
Revejo algumas aquarelas,
escutando a nossa canção.

Faço um chazinho de canela,
como quem faz uma oração.
Gostaria que fosse na capela,
onde eu faria uma confissão:

Sabe aquela linda flor de lapela,
de pétalas regadas a emoção?
Tão linda! Afastaram-me dela...

Mas, numa noite de decisão,
e, sem nenhuma procela; 
jurei não lhe tirar do coração.

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Praia de Candeias-PE
30.05.2018
Apenas Ysolda

Uma pessoa que chora e ri de alegria,
tristeza, ou saudade, sem pudor




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QUERO PAZ



Praia de Candeias 
Foto de Yauanna Cabral Cavalcanti


QUERO PAZ 
Ysolda Cabral


Está tudo tão quieto, tão parado! 
Somente o deus Vento se mexe.
Daqui vejo o Mar parecer quadro,
numa imagem que me remete...

para um frio e triste decanato,
ou, talvez, para uma Marrakesh
onde navio algum tem mastro,
e enamorados só nas quermesses.

Como é bom escutar a tua voz, 
neste mundo hoje de silêncio! 
Sei que nossas vozes somos nós...

Assim, tudo posso e reverencio,
dês que o amor é fonte, é casta foz! 
Então, QUERO a PAZ e não silencio!

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Praia de Candeias-PE
Em arremedo de soneto
27.05.2018
Apenas Ysolda
Uma pessoa que chora e ri de alegria,
tristeza, ou saudade, sem pudor.
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Para escutar a canção de fundo, acesse: 
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MAR DAS ILUSÕES




Imagem Google


MAR DAS ILUSÕES 
Ysolda Cabral


Sentindo o meu coração leve,
refletindo como foi o meu dia,
sabendo ser a Vida tão breve;
exijo mais de mim e da Poesia.

Por vezes ela até se entristece,
quando escuta certa Ventania,
versando verso que não mede,
da saudade o tanto que agonia.

Quando a tristeza vai embora,
trôpega, desapontada e torta,
o lindo Mar das Ilusões aflora.

Ondas meninas banham a costa,
bordando nas areias um lindo agora.
Enquanto eu... Ah, dou cambalhotas!

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Praia de Candeias-PE
Em 23.05.2018
Apenas Ysolda
Uma pessoa que chora e ri de alegria,
tristeza ou saudade, sem pudor.

Para escutar a canção de fundo que amo, acesse:

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