sábado, 14 de novembro de 2015

PAZ QUE ACONTECE




PAZ QUE ACONTECE 
Ysolda Cabral


De mãos postas...
Já passa da meia-noite!
O Mar avança e arrosta,
pela praia deserta...
Areia, tal qual poeira,
jura-se quieta!

Rezas revezas, rezas!
Ave-Marias!...
Vinga as frestas, cria arestas.
Ah, setas e flechas repentinas!
Apagam-se as luzes nas celas...

Circunferência na tela,
convida-se para mira, 
nada clara! Equívoco certo.
É a maldade que impera, 
e tenta dominar...

De mãos postas suplica-se, 
por uma madrugada tranquila,
advinda da noite escura,
de uma sexta-feira treze de morte.

E a Paz acontece!

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Praia de Candeias-PE
Porque hoje é sábado...
14/11/2015 


''Terror mata 127 em Paris'' 
Precisamo urgentemente de PAZ! 



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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

MINHA LIRA



MINHA LIRA
Ysolda Cabral 


Combinando palavras de pouca monta,
sem beleza, sem métrica e sem rima,
em português simples e coloquial,
vou compondo minha lira, sem afrontas,
na minha realidade um tanto quanto surreal.

Não gosto de metáforas,
apesar de minha alma usá-las
e ditá-las para mim,
quando estou meio assim;
mergulhada num mar de lágrimas.

Sem encontrar uma saída,
recorro a minha poesia,
que me leva no barco da esperança,
pelas rentes margens da Vida e avança,
corajosa, em direção ao mar da alegria.

Minha poesia é única, 
é só minha e não muda jamais!...


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Praia de Candeias-PE
Em contemplação da doação
Em 11.11.2015 

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domingo, 8 de novembro de 2015

NEURÔNIOS FRITOS




NEURÔNIOS FRITOS
Ysolda Cabral



O cair da tarde,
na Praia de Candeias,
o calor incendeia...

O calor é tanto, mais tanto, tanto,
que queimou meus neurônios!
Agora já não sei se amei ou amo.

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Praia de Candeias-PE 
Sem frescura alguma
08/11/2015

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sábado, 7 de novembro de 2015

SONS DE ALEGRIA





SONS DE ALEGRIA
Ysolda Cabral



O canto dos passarinhos me acorda,
quando o novo dia ainda nem nasceu!
Atarantado o pensamento logo borda:
Será que o nosso amor de fato morreu?

E a consciência que, sempre apavora,
sem vacilar, sem duvidar, sem titubear
responde, claramente, e na mesma hora:
Ô criatura sonhadora, para de devanear!

Sem piedade, ela ainda acrescenta:
Como um sentimento pode morrer,
se nem chegou a nascer, a viver?...
Olha ao teu derredor e não inventa!

Trôpega, triste, levanto e vou até a janela.
A brisa, suave e perfumada, me envolve!...
Começo a vislumbrar novos tons de aquarela.
E a tristeza, aos sons de alegria, me devolve.

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Praia de Candeias-PE
Num amanhecer de beleza,
paz e muita Luz
Em 07.11.2015 (Sábado) 

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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

ENFIM, É O FIM!




ENFIM, É O FIM!
Ysolda Cabral



Se pararmos para prestar atenção no vocabulário da juventude de hoje, independente do intelecto e de onde reside, impressiona o tanto da palavra ''enfim'' que utiliza numa conversação, por mais ligeira que ela seja. Ganha até do ''tá ligado'', que parece andar em desuso, segundo um colega de trabalho.

O ''enfim'' é vírgula, é ponto e vírgula, é exclamação, é reticência, é interrogação, é dois pontos... Enfim, só não é ponto final aqui e agora, nesta crônica, cujo objetivo não é criticar, mas divertir, brincar, fazer sorrir e nada mais.

A vida anda tão cheia de tristezas e de notícias ruins que, basta uma observação dessas, se me proponho à ela, para me fazer sorrir e querer que as pessoas sorriam também.

- Gosto de dividir alegria!

Não gosto de dividir tristeza, porém divido quando ela é grande demais. Divido com amigos, com pessoas estranhas e adoro dividir, principalmente, com quem não gosta de mim. (É que elas, ao tomarem conhecimento do quão triste estou, ficam tão felizes e tão satisfeitas que me dão folga por um bom tempo.)

- Como é bom desabafar com quem não gosta da gente! É uma análise espetacular, 0800, com resposta imediata, pois o sorriso vem tão logo termine o desabafo e o dito cujo, ou a dita cuja, dê as costas.

Mas, voltando ao tema, ao foco, a observação, ao besteirol assumido, palavreado e assinado... Enfim, é mesmo o FIM! 

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Praia de Candeias-PE
Azul da cor do Céu
Em 05.11.2015 

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terça-feira, 3 de novembro de 2015

BORBOREMA – QUE DECADÊNCIA!



BORBOREMA – QUE DECADÊNCIA! 
Ysolda Cabral



Tenho pra mim que a empresa Borborema, de alguma forma, foi atingida, também, por algum esquema de corrupção e deve estar em muito maus lençóis.

Não encontro outra explicação para justificar as condições do ônibus, opcional, que utilizei hoje para ir ao trabalho. Eu, e mais sessenta passageiros, aproximadamente.

O ônibus estava sujo e empoeirado por dentro! Muito fedido, com o ar-condicionado funcionando precariamente e cheio de muriçocas (pernilongos), mosquitos e até moscas. 

Devia ter, também, baratas disputando espaço no corredor com os passageiros que viajavam em pé, – outro tremendo absurdo, diga-se de passagem! Achei prudente não olhar, considerando o horror que tenho desse inseto.

A gente paga uma passagem bem mais cara, para fazer o translado subúrbio/cidade, com um pouco de conforto e encontra uma coisa dessas!... 

- É inadmissível! 

Ninguém conseguiu ler, cochilar um pouquinho... Todo mundo tratou de se defender dos sangue sungas de todo jeito. - E o receio da dengue? Sabia-se lá de onde vieram! 

- Borborema, Borborema, que decadência!

Depois de quatro dias, com redução de frota, devido ao feriadão, os ônibus voltarem a circular neste estado? Como pode?! Dormiram ao relento e com portas e janelas todas abertas?! - Perguntar não ofende!!

O jeito é voltar a usar o carro regularmente. Contudo, com o preço da gasolina pela hora da morte, eu aguento?

- Aguento não, Borborema!

A não ser... Será que existe mosquiteiro para assento?

- Eu hein, que coisa!

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Praia de Candeias-PE
Em 03.11.2015


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segunda-feira, 2 de novembro de 2015

SAUDADES DE ONTEM




SAUDADES DE ONTEM
Ysolda Cabral 



Tenho para mim que o domingo quer me conquistar, pois, se não, qual a razão dele vestir o sábado, dia que mais gosto, e vir aqui me perturbar? Já olhei na folhinha mil vezes, no PC e até o meu relógio de pulso, saiu do porta miudezas (não digo jóias, posto que joia não tenho) para me confirmar que hoje é mesmo sábado e não domingo.

Pensei bater na porta da vizinha, ou telefonar para alguém, mas temo pensarem que enlouqueci de vez. Melhor ficar quieta e esperar. O domingo tem que se manifestar e dizer o que pretende, ou, o sábado se impor, como dia lindo e poderoso que é, e mandar o domingo domingar noutras plagas.

Ah, que dia mais quieto! Até o Mar está paradão! A Brisa me chega à janela, meio friorenta a me reclamar do Sol que não lhe esquenta. Fazer o quê se estou mais ou menos como ela?

Contudo, sei que o meu problema é um pouco de cansaço, resquício do dia de ontem, tomado de felicidade buliçosa, ruidosa e repleto de Tempo ligeiro. – É assim, quando a felicidade e a alegria chegam, o Tempo sempre dar um jeito de correr e isso só me traz a certeza de que ele não gosta de ver ninguém feliz.

Entretanto, com relação ao domingo, que me visita hoje que é sábado, com certeza transportado pelo Tempo, meu arquinimigo, que desde ontem não consegue parar de correr, me causando esse transtorno de orientação, percepção e etc. e tal, digo-lhe que ele é muito bem-vindo e que fique à vontade para domingar por aqui o quanto quiser. - Não vai me perturbar! 

Quanto à gente está feliz, que importa o dia? Contudo, o fato é que estou com saudades do dia de ontem.



Praia de Candeias-PE
Em ondas e saudades
31/10/2015

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