quarta-feira, 31 de maio de 2017

O BALÃO MAIS BONITO


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O BALÃO MAIS BONITO
Ysolda Cabral 



Último dia do mês Mariano e ao pedir graças, tantas promessas fiz! Confesso que recebi algumas, mas poucas promessas cumpri. Sei que o meu castigo será nefasto e vai começar amanhã com a chegada de Junho, mês que adoro. Melhor procurar me redimir. - Como farei isso, pensei.

Depois de muito refletir, idéias coloridas me surgiram em forma de lindos balões e bandeirolas que enfeitavam a minha vida de matuta nata de Caruaru. - Nossa, desta feita ninguém me segura nos festejos juninos! Comemorei. De repente percebi que os balões e as bandeirolas não eram de material comum e usual. 

Ah, eles eram de sorrisos de alegria pura e genuína, e de canções que só o meu coração de menina conhecia! De tão entusiasmada sorri mais, cantei mais e quanto mais sorrisos eu sorria, e mais canções eu cantava; mais balões e bandeirolas eu fazia. - O meu espaço interior tomava forma das festas de São João...

A tarde começou a cair e, em meio ao nublado do dia, dei conta do balão mais bonito...

O meu balão mais bonito não era feito de sorrisos, nem de canções... Era todo feito de saudades.

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Praia de Candeias-PE
Encerrando o mês Mariano
31.05.2017
Apenas Ysolda
Uma pessoa que chora e ri
De alegria, tristeza, ou saudade sem pudor.

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Em tempo: Amanhã completo nove anos de Recanto das Letras, com 2.167 publicações, contabilizando um pouco mais de 217 mil leituras. Para mim é um grande feito, pois jamais pensei chegar a uma marca tão expressiva. Estou super agradecida a todos que até aqui me honraram com suas leituras e comentários sempre tão generosos e gentis. Esperando continuar escrevendo e merecendo essa atenção, com Deus sempre no meu coração; continuo sendo, Apenas Ysolda.

Muito obrigada! 



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Recanto das Letras 

terça-feira, 30 de maio de 2017

RELÓGIO MARATONISTA



Na imagem ilustração meu lindo e amado sobrinho
Humberto Cabral de Siqueira


RELÓGIO MARATONISTA 
Ysolda Cabral



Algumas cismas sei que tenho. Sei também que não me chateio fácil, porém tem coisa que mais parece feita, encomendada para tirar a gente do sério e nos deixar irritados ou, em alguns casos; literalmente quebrados. - Senão vejamos:

Comprei um apartamento onde todas as tomadas foram instaladas em lugar estrategicamente inviável para qualquer necessidade e, ou, decoração. Considerando que numa compra dessas, para quem não tem caixa II, e jamais recebeu, recebe e nem receberia propina de espécie alguma, a gente fica totalmente sem grana e lança mão do improviso. Foi o que aconteceu comigo ao me mudar para o apartamento onde moro: lancei mão de extensões com fios quilométricos. Resultado; os fios vivem se enrolando nos meus pés e já me levaram ao chão várias vezes. Só não conseguiram quebrar a minha cara posto que, esta eu mesma costumo quebrar sozinha.

Quando levanto durante a noite para ir ao banheiro, ou à cozinha, sem ascender às luzes, até entendo eles me pegarem, mas com as luzes todas acesas, ou mesmo a luz do dia?! - É praga! Devo ter feito alguma coisa para merecer tamanha perseguição.

E, como se não bastasse os fios das extensões para atanazarem a minha vida, agora arranjei um relógio de ponto que resolveu, propositadamente, ser maratonista pela manhã, pois corre com a hora que nem louco desvairado, somente para me fazer registrar o ponto com atraso na chegada, – nem meu sobrinho Humbertinho corre tanto! Quanto à saída, ele anda quase parando, capengando, se arrastando... - Vê se pode! Tudo isso por pura maldade, despeito, ou forra, porque somente agora, depois de aposentada, dependo dele para receber o meu salário, sem descontos, no final do mês. Ele devia era ter dó de mim e andar devagar para me dar tempo de chegar ao trabalho e depois, aí sim, correr bastante durante o expediente para eu ir logo para casa descansar. Afinal, depois de mais de trinta anos de trabalho, me aposentar e ter que continuar a trabalhar é mesmo uma coisa muito triste, muito triste!

Agora, os meus colegas que estão prestes a perder a esperança de um dia se aposentarem, - mesmo tendo que continuar trabalhando depois de aposentados -, sofrerem com os despautérios de um tolo e vingativo relógio de ponto; não acho isso justo. – Ah, não acho mesmo! 

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Praia de Candeias-PE
Porque hoje é domingo
18.05.2017
Apenas Ysolda
Uma pessoa que chora e ri de alegria,
triseza, ou saudade sem pudor.


Atenção! Crônica c​​​​om fundo musical...
Para escutar clique no link abaixo:


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terça-feira, 23 de maio de 2017

PASSEIO A PASSOS LENTOS / OS PASSOS QUE PASSEIAS - YSOLDA CABRAL E ODIR MILANEZ


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PASSEIO A PASSOS LENTOS
Ysolda Cabral


Gosto de passear pelos meus pensamentos.
Passeio a passos lentos,
parando para, sem pensar,
viver de novo algum momento...

Gosto de passear pelos meus sentimentos,
avaliando os desejos nunca satisfeitos,
imaginando a intensidade e a fragilidade deles.
E me pergunto: será que tinha jeito?...

Gosto de passear no meu silêncio,
para escutar a Vida correndo em minhas veias,
revelando estranhos segredos.
Perco o medo!

Mas, nos meus pensamentos a tarde cai.
A noite chega rapidamente,
silenciando o canto dos pássaros em minha cabeça...

Paro o passeio.

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Praia de Candeias-PE
23.05.2017
Apenas Ysolda
Uma pessoa que chora e ri de alegria,
tristeza, ou saudade sem pudor.




(Imagem do Google)


OS PASSOS QUE PASSEIAS
Odir Milanez


Meus pensamentos voam, mar afora,
pairando além da praia de Candeias,
como se a minha alma fosse embora,
para plasmar-se aos passos que passeias.

Aventando te ver, anseio, agora,
rastrear os teus rastos nas areias, 
sombreando o teu ser, a toda hora,
dos versos, que te faço, de mãos cheias! 

Ouço tua voz no canto das sereias,
vejo em teu riso o rito dos aedos,
tua vida vivente em minhas veias.

Eis que surges da messe dos meus medos,
vadeando nos ventos que verdeias, 
iluminando o sol dos teus segredos!


JPessoa/PB
23.05.2017
oklima

Sou somente um escriba
que escuta a voz do vento
e o versa em versos de amor...


Para escutar a canção de fundo, acesse:

Ysolda Cabral e Odir Milanez

 
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quarta-feira, 17 de maio de 2017

VIDA / QUANDO O VERSO SE FAZ VIDA - YSOLDA CABRAL E ODIR MILANEZ


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VIDA
Ysolda Cabral


No deserto decerto
alguma coisa tem.
Isto soa bem!

Silêncio na imensidão. 
Terra, poeira, pó...
Na garganta um nó.
Ah, entorpecida visão! 

Calor, frio, medo... 
Dor, introspecção, reclusão,
no Tempo indefinido no sopro do Vento.

Solidão em companhia do Aedo...
Tanta amplidão, sem perspectiva,
fecunda a mais pura Poesia.
Renasce a Vida!

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Praia de Candeias-PE
Extrapolando no surreal
03.05.2017
Apenas Ysolda




QUANDO O VERSO SE FAZ VIDA
Odir Milanez


Quando o verso que escrevo se faz vida,
eu me sinto liberto do marasmo.
Sou parte dos passeios da avenida
e parceiro primaz do entusiasmo.

A janela é paisagem colorida,
onde o vento faz verso a cada espasmo.
A porta é porto e ponto de saída,
o murmúrio do mar é puro orgasmo.

O sorriso se esquiva do sarcasmo,
nova chance ao vencido é concedida,
o belo faz mais belo o pleonasmo.

A flor renova a pétala perdida.
O céu ostenta estrelas. Vejo-as, pasmo,
quando o verso que escrevo se faz vida!

JPessoa/PB
12.05.2017
Sou somente um escriba
que ouve a voz do vento
e o versa em versos à vida...

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terça-feira, 16 de maio de 2017

SERENTA PRA MIM/SONHOS DE SERENATAS - YSOLDA CABRAL E ODIR MILANEZ



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SERENATA PRA MIM
Ysolda Cabral


O Céu da madrugada,
invadiu a noite escura,
fizeram-me uma serenata,
acordando toda a rua.
'' A deusa da minha rua... ''

Da janela você olhava,
com ímpetos de loucura.
E, na branca alvorada,
jurou se vingar da Lua...
'' Lua, lua, lua, lua'‘...

Eu, a fingir que nada via,
mal o Sol no horizonte surgiu;
você vingado me sorriu.
Riu, riu, riu...

Sorri de volta com alegria.
De pronto o biquinho você abriu,
e o mais lindo canto
por todos os cantos se ouviu.




Imagem Google 

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Praia de Candeias-PE
15.05.2017
Apenas Ysolda
Uma pessoa que chora e ri de alegria,
tristeza, ou saudade sem pudor.


Imagem Google 


SONHOS EM SERENATAS
Odir Milanez


As serestas que fiz, minh'alma aninha.
Quantas e quantas noites de calçadas!
''Minha Vida'', cantando Silvio Caldas,
sobrepensando os ''Sonhos'', de Peninha...

Para ouvir, namoradas sempre tinha.
Para amar, não havia namoradas.
Havia a noite, as deusas estreladas,
havia, à madrugada, a lua minha...

Vagávamos, sem medo, pelas ruas,
pedidos de canções pendendo às flores
dos jardins, das janelas nas recuas.

De cortinas envoltas, uma, duas...
A voz do seresteiro ardendo amores
às musas, entre sombras, tais a tuas!...

*****

JPessoa/PB
16.05.2017
Sou somente um escriba que escuta a voz
do vento e o versa em versos de amor.


Para escutar a canção de fundo, acesse:

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domingo, 14 de maio de 2017

PELO DIA DAS MÃES


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UMA DECLARAÇÃO DE AMOR
Ysolda Cabral 



Mês de Maio, mês de Maria, mês das Mães; mês da Mulher!...

Neste momento me obrigo a parar e me deixo envolver por uma onda de muita paz e de muita saudade. Saudade da minha mãe. Como ela era linda, amiga, atenta a cada filho da mesma forma e com o mesmo amor! Não sei como conseguia! Por vezes eu achava que ela gostava mais dos meus irmãos do quê de mim. - Puro ciúme de filha, tão carente de seus cuidados por mais que os tivesse. Mas, o tempo passa rápido trazendo compreensão...

Hoje a mesma saudade que sinto de minha mãe, me faz ter a convicção que ela está bem e que, de onde estiver, olha por nós, seus filhos, até com mais zelo e amor. E, enquanto me deixo envolver pelo amor que sentia, sinto e sentirei por ela; lembro que também sou mãe. E que privilégio, que bênção de Deus é ser mãe!

Sentindo-me transbordando de tanto amor, chego a escrever de forma aleatória e solta, - não é poesia, não é prosa, nem crônica. É apenas uma declaração! Uma declaração de amor. - E que amor extraordinário!

E, envolvida por canção linda e perfeita, que minha mãe cantava divinamente, e que segue como fundo musical desta simples homenagem que lhe faço; estou leve, alegre, me sentindo abençoada e cônscia de que por aqui o meu tempo é breve, como foi o de minha mãe, mas serei eterna no coração da minha filha, como a minha mãe é e sempre será no meu.

Portanto, hoje não quero saber de notícias tristes! Quero ficar comigo, envolta pelo amor mais puro e verdadeiro que existe em mim, e me deixar levar nas asas desta canção até o mais perfeito do infinito onde sei que encontrarei mamãe.

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Praia de Candeias-PE
14.05.2017
Apenas Ysolda
Uma pessoa que chora e rir de alegria,
Tristeza, ou saudade sem pudor. 


* Dilça (minha mãe) cantava divinamente a canção que vai de fundo, destaco. Ela, além de tudo que era, a mais perfeita mãe que um dia já existiu por aqui; ainda possuia uma voz belíssima e sem igual. 

Feliz Dia da Mães à você que, porventura, venha a ler esta simples homenagem que faço à minha inesquecível e linda mãe. 

Para escutar a canção de fundo, acesse: 

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sábado, 13 de maio de 2017

E POR FALAR EM SAUDADE... YSOLDA CABRAL E ODIR MILANEZ




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SAUDADE
Ysolda Cabral 


Não caibo na metade de mim!
Preciso da minha outra metade,
para me saber livre da saudade.
- Não posso mais viver assim!...

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Praia de Candeias-PE
13.05.2017
Apenas Ysolda
Uma pessoa que chora e ri de alegria, 
tristeza, ou saudade, sem pudor!



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SAUDADE MINHA
Odir Milanez 

Eu sou a outra metade!
A metade que, sozinha,
comparte a tua saudade 
e te faz saudade minha!

JPessoaPB
13.05.2017
Sou somente um escriba que escuta
a voz do vento e o versa versos de amor.


Ysolda Cabral e Odir Milanez
Código do texto: T5997869 
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