terça-feira, 4 de janeiro de 2022

DO ANO QUE SE INICIA





DO ANO QUE SE INICIA

Ysolda Cabral


Não curto gracinha

Não curto grosseria

Não curto desrespeito

Não curto falta de educação

Nem muito menos gritaria


Do ano que se inicia

Só quero notícias boas

Estar perto de gente competente

Inteligente, desprovida de vaidade

De egoísmo, de inveja

Independente do grau de formação


Não curto arrogância

Não curto intolerância

Não curto deselegância

Não curto falsidade, mentira

Muito menos exibição


Do ano que se inicia

Eu quero paz, amor, saúde e alegria

E com Deus no coração

Não sentirei tristeza ou nostalgia

Tendo como companhia a Fé e a Esperança

Estarei firme no meu caminho

Independente de qualquer situação.


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Recife/PE

04.01.2022


Apenas Ysolda

Uma pessoa que chora e ri de alegria,

tristeza, ou saudade sem pudor.


* As Orquídeas? Presente de minha filha @yauanna 

sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

ESPÍRITO IMPÁVIDO






ESPÍRITO IMPÁVIDO
Ysolda Cabral



Sinto saudades de outros tempos
mais amenos, mais compreensíveis.
Os de hoje assustam e tiram o senso,
por coisas nunca vistas, incríveis!...

É tanta tristeza e tantos contra-tempos,
para o regozijo dos maus e insensíveis.
É que os de bom coração estão sendo
mais oprimidos e se tornando invisíveis.

O que está acontecendo com o mundo?
Porque tudo mudou assim tão rápido?
Perscruto o meu eu mais profundo...

Sinto-me emergir do mergulho ávido,
para um mundo estranho e moribundo,
sem resposta, mas o espírito é impávido.


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Praia de Boa Viagem - PE
19.11.2021
Apenas Ysolda
Uma pessoa que chora e ri de alegria, 


tristeza, ou saudade sem pudor.

PRESTEM ATENÇÃO







PRESTEM ATENÇÃO
Ysolda Cabral




Não me venham falar de direita,
esquerda, centro ou centrão.
Não gosto de nenhuma receita,
prescrita com dúbia intenção.


Política, para mim, devia ser feita,
para o combate da fome do cidadão.
É sem fome que tudo se ajeita.
Há tanta fala e tão pouca ação!


Para mim chega e é de verdade!
Quero paz e alegria de volta, agora!
E que a saúde seja uma realidade.


Que a Pandemia vá logo embora,
que o equilíbrio vença a insanidade,
e, que o bem vença o mal, sem demora.


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Recife/PE
07.12.2021
Apenas Ysolda
Uma pessoa que chora e ri de alegria,
tristeza, ou saudade sem pudor.
* Foto de @yauanna ilustra o poema.

CLAREZA NAS IDEIAS






Depois de um longo tempo, cá estou de volta ao (re)começo...


CLAREZA NAS IDEIAS

Ysolda Cabral



O Dia caminha ligeiro e muito produtivo. Parece que ele me chegou trazendo de presente de Natal e de Final de Ano muita paciência e clareza nas ideias.

Como sempre, acordei ao nascer do Sol, porém sem escutar o canto dos passarinhos, ou o murmúrio das Ondas do Mar. Não fiquei triste e até confidenciei ao Silêncio a minha gratidão pela companhia. - Se estou surda? Não. Estou um tanto longe deles, apenas.

Longe... Esse ''longe'' me leva para perto de lembranças boas, mas que me deixam emotiva, saudosa e um tanto quanto frágil. Desvio o pensamento e quanto mais desvio mais me vejo em outros dias já passados e isso me deixa ainda mais frágil. A fragilidade da idade, da solidão, de não compreender e de não ser compreendida...

Final de Ano... Tempo de fazer um balanço na Vida da gente e ao fazer isso me vem a sensação de que pouco fiz e me exaspero, e me entristeço e não sei mais o quê... O fato do Dia hoje correr produtivo e ligeiro, não compensa o vazio e a saudade de tudo que não fiz e sei que não vou fazer.

A minha Poesia me diz para não ficar, ou pensar assim, enxugar a lágrima insistente em cair e a embaçar o meu olhar, hoje voltado para o meu “Tambor do Encantado’', batendo sem ritmo e desafinado num peito que não se cansa de ter esperança e vontade de viver.

E é assim que gostaria, desde já, desejar a todos um Feliz Natal, com as bênçãos de Nossa Senhora e do Seu Filho Jesus Cristo, e um Ano Novo repleto de boas e promissoras notícias.


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Recife/PE

09.12.2021

Ysolda Cabral,

ou, Apenas Ysolda




quinta-feira, 21 de maio de 2020

EU NADA TENHO A RECLAMAR, A NÃO SER...








EU NADA TENHO A RECLAMAR, A NÃO SER...

Ysolda Cabral 





O meu dia de ontem foi repleto de alegria, tristeza e até de muita saudade, bem como de trabalho e emoção. Confesso que fazia tempo que eu não sentia a Vida correr em minhas veias com tanta intensidade. - Como a Vida é preciosa! Não entendo a razão das pessoas reclamarem tanto. - Eu, nada tenho a reclamar, a não ser…

Bem, na fruteira, as bananas, bem maduras, me faziam um convite tentador... - Adoro cartola e minha filha também. Contudo, lembrei que o queijo havia acabado no café da manhã e eu, às voltas entre minhas tarefas e mais a visita inesperada do Vento, acompanhado da Chuva, me fizeram esquecer de pedir à Padaria para me trazer uma nova e generosa porção do queijo que costumo comprar. - E agora?

Fiquei meio sem ação, sentindo o sabor da cartola na boca que, sem máscara e sem sorriso, protestava. E, já que “fritar” está tão em voga, resolvi fazer isso com as bananas. Elas também davam motivos, além do meu desejo, claro. E, já as visualizando douradas, cobertas de açúcar, chocolate e canela, me dirigi ao fogão.

- Liguei a TV naquele canal odiado, mas que amo, para não perder nenhum episódio da série mais polêmica e vista de toda história da televisão – “ A Política Brasileira e a Pandemia” -, e, com satisfação, comecei a fritar as bananas. Depois de prontas coloquei na travessa.

Como minha filha é metade “fitness”, - metade, eu disse -, adicionei o açúcar que ela prefere, compra e ela mesmo guarda, mais o chocolate e a canela. Tudo pronto, a chamei para saborear a delícia comigo. Quando ela chegou a mesa da cozinha, lhe servi primeiro uma boa porção, como toda mãe dedicada faz, e antes que eu me servisse, e começasse a comer, ela já pulava, abanando a boca com as mãos e correndo em busca de um copo d'agua. Assustada, sem saber o que estava acontecendo, paralisei.

Depois de controlar a situação, ela me perguntou o que eu havia colocado nas bananas. Eu lhe respondi: seu chocolate, sua canela e o seu açúcar. - Aquele ali marronzinho, apontei. Ela então, falou: "mainha o meu açúcar acabou! Aquele ali é PIMENTA em pó”.

- E eu lá ia adivinhar uma coisa dessas?! Desde quando pimenta se disfarça de açúcar mascavo? - E, ademais, ela não colocou etiquetas nos respectivos recipientes.

- Que coisa! E, lá fiquei sem o meu lanchinho tão desejado. Foi tudo para o lixo.

- Filha faz cada uma!


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Praia de Boa Viagem-PE
Em tempos tumultuados 
21.05.2020
Apenas Ysolda
Uma pessoa que chora e ir de alegria,
tristeza, ou saudade sem pudor.

* Na imagem ilustração: minha filha e eu. :)

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

NOSTALGIA EM DESFILE






NOSTALGIA EM DESFILE
Ysolda Cabral 



Tal qual um lindo Bloco de Carnaval, 
a Inspiração chegou e do nada passou.
Passou pela avenida sem o meu aval, 
e a alegria no meu coração tombou... 

Lá se foi meio sem graça e sem sal,
no Sol escaldante ela se desintegrou,
e se perdeu como se perde um festival. 
Eu chorei, porém ninguém mais chorou.

E agora sem sonho e sem fantasia, 
creio que a Poesia de mim desgostou. 
Da Inspiração? Não tenho mais notícia.

Hoje, assim que o Sol acanhado raiou,
não vi sorriso felicidade. Vi a Nostalgia
que, em lágrimas, no meu rosto desfilou.

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Praia de Boa Viagem-PE
27.02.2020
Apenas Ysolda
Uma pessoa que chora e ri de alegria,
tristeza, ou saudade sem pudor.



* Imagem ilustração: Google

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

DESEJOS DE CARNAVAL





DESEJOS DE CARNAVAL 

Ysolda Cabral



Do Carnaval quero toda a alegria,
a música que entontece e alucina.
Quero mil cores numa linda fantasia,
o perfume, o confete e a serpentina.

Do Carnaval quero toda a energia,
de amor e da paz que ninguém tira.
Quero o sorriso sorrindo com ousadia,
mandando embora tristezas da lira.

Ah! Do Carnaval eu quero uma máscara,
apenas para um faz de conta infantil,
que me leve ao mundo de beleza rara.

Um mundo onde prevaleça o azul anil,
onde só exista fonte de água pura e clara,
com poder de voltar ao Tempo Juvenil.

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Apenas Ysolda 
Uma pessoa que chora e ri de alegria,
tristeza , ou saudade sem pudor. 


* Na ilustração
Ysolda em arte de Leneide Leite