segunda-feira, 11 de maio de 2015

TEXTO DESCLASSIFICADO ( SERIA CRÔNICA?)




TEXTO DESCLASSIFICADO
Ysolda Cabral



Pense, reflita, pense novamente e veja que a situação não está fácil. Mas, pensando bem, pensando novamente, refletindo com seriedade e responsabilidade; quando foi que a situação esteve fácil? Pare tudo e pense, analise criteriosamente, e se responda: do que você está falando? - Esse você, por mero acaso, sou eu, ou esse você é você , mesmo sem saber pensar, se analisar, refletir sobre coisa alguma, e, consequentemente não sabe responder, ou se vai responder?

- Nossa, que coisa cansativa é ter que refletir! E sem filosofar é quase impossível!... Bom, preciso de alguma árvore frondosa. Dizem que não há melhor lugar para pensar, analisar, refletir e até rezar do que debaixo de uma árvore frondosa... 

As que vejo estão bem às margens de um canal extremamente feio e fétido. Não dá para encarar uma reflexão interior do meu eu mais profundo (ou seria do seu? ) sentindo aquele odor, por mais frondosa que a árvore seja, mesmo considerando a urgência da análise. Bom, pense em outro lugar! - Pensar em outro lugar? É muita coisa pra pensar!

- Porque tudo eu?!

Então, a situação a ser analisada, pensada e refletida é sobre um lugar determinado? - Que lugar?! 

- Olhe o foco! Olhe o foco. Não podemos fugir do foco.

- Foco? Ah, o foco da dengue? Então é essa a situação a ser pensada, analisada, refletida?... 

- Claro que não é o foco da dengue! Mas, pensando bem, até que não deixa de ser, também.... É questão de saúde, moradia, segurança, educação; questão de cidadania, harmonia...

- Olha a ironia!...

Voltemos ao ponto de início deste texto desclassificado, por questões óbvias, pois é o que interessa neste momento! - Vamos! Força... 

- Força? Cadê a minha força? Cadê a minha coragem e determinação?

Conclusão: a situação é de calamidade e de medo absoluto, assolando todo mundo. 

- Todo mundo? Todo mundo mesmo?!

- Bem, pensando bem...

- Que decepção! Eu me acreditava tão valente, tão corajosa, e agora me recuso até a encarar uma análise de mim mesma, por puro medo?!

Então, pensando bem, analisando bem e refletindo com clareza o foco deste texto, desclassificado, é inerente ao medo: o meu medo de me aceitar e/ou me entender medrosa.

- Que coisa!

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Recife/PE
Apenas Ysolda
Em 11.05.2015


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* Desafiaram-me a escrever um texto prolixo e aí deu nisso! Se não ficou bom, pelo menos eu me deiverti escrevendo a abrobrinha em tela. 
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pro·li·xo |cs|
(latim prolixus, -a, -um, alongado)
adjetivo
1. Que usa demasiadas palavras (ex.: autora prolixa). = DIFUSO, PALAVROSO, VERBOSO ≠ CONCISO, RESUMIDO, SINTÉTICO
2. Excessivamente longo (ex.: discurso prolixo). ≠ BREVE, CURTO
3. Que cansa ou entedia (ex.: a peça era longa e prolixa). = ENFADONHO, FASTIDIOSO
Sinônimo Geral: PROLUXO
"prolixo", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013,http://www.priberam.pt/DLPO/prolixo [consultado em 11-05-2015].

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* * Na foto ilustração: a moça de tanto pensar e refletir, será que fundiu a cuca? Hahahahahahaha


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sexta-feira, 8 de maio de 2015

PELO DIA DAS MÃES...




Dilça, minha mãe, aos 17 anos


À MAIS LINDA ESTRELA DO CÉU
Ysolda Cabral


Ser mãe é se enternecer com qualquer coisa, até as mais tolas;

Ser mãe é passar a noite sem dormir, dando mama a uma criança,
sem nenhum receio do peito perder a beleza;

Ser mãe é trocar fralda, mil vezes se preciso for, sem reclamar;

Ser mãe é estar atenta para quando o filho cair,
ajudá-lo a levantar, cuidando de suas feridas até sarar;

Ser mãe é contar histórias, cantar as mesmas canções,
milhões de vezes, até o filho dormir,
quando então ela suspira de alívio, não dorme de remorso
e aguarda ansiosa o filho acordar;

Ser mãe é compreender as dores do filho, seus arroubos,
suas cabeçadas, sabendo o repreender e conversar na hora exata;

Ser mãe é ter forças pra dizer não, quando o coração
não escuta a razão e quer dizer sim;

Ser mãe é perdoar e é amar seu filho,
independente dos obstáculos que a vida lhe obrigar.

Mas, o fato de ser mãe, uma mãe inteira, completa e verdadeira,
na mais pura e sublime expressão da palavra,
Não impede de você sentir uma infinita tristeza por já não tê-la.

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Feliz Dia Das Mães, no Céu e na Terra!



COMO FAZER SERENATA?




COMO FAZER SERENATA?
Ysolda Cabral 



A tristeza chega sem avisar!
De repente tudo cala,
não se escuta uma fala!
A gente se sente sucumbir, arrasar…
Cadê minha mala?
Vou viajar!

Um par de tênis, para caminhar,
uma muda de roupa para mudar.
Uma escova de dentes não pode faltar!
Um bloco de notas pra tudo anotar.
Cadê a minha mala?
Vou viajar!

Levo shampoo para os cabelos lavar,
e um condicionador para amaciar.
Sabonete de alfazema,
para o mau olhado espantar! 
Cadê minha mala?
Hoje eu vou viajar!

Aquele livro de poemas não pode ficar.
Preciso dos versos para musicar
no lugar que eu for me hospedar...
Mas, o meu violão quebrou!
Como vou viajar?
Não vou! Preciso ficar.

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Praia de Candeias-PE
Em noite sem serenata
08.05.2015


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NA BRISA DE IANSÃ



NA BRISA DE IANSÃ
Ysolada Cabral



Num bailado suave e branco,
de pura alegria no azul da manhã,
transportada pela brisa de Iansã,
lá vem ela, noiva, em canto santo. 

Repleta de magia e encantos,
traz estrelas e pérolas em seu manto, 
que distribui por todos os cantos. 
Lá vem ela em doce balanço!...

Sua beleza de dotes celestiais, 
faz morrer as dores do mundo,
banindo da vida seus ais!...
Lá vem ela e eu me pergunto:

Existirá noiva mais bela e feliz?...
E uma Andorinha que passa me diz:
Existe não, de poeta aprendiz!
Entre ela e o Mar não há quebranto.


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Praia de Candeias-PE
Em devaneios de Maio
08.05.2015



Código do texto: T5234892 
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quinta-feira, 7 de maio de 2015

NO ÂMAGO DE MIM ( CRÔNICA)



NO ÂMAGO DE MIM
Ysolda Cabral



As primeiras horas do dia, um medo inexplicável me acorda para uma estranha Aurora...

No Céu, uma Lua branca, como se bordada num manto azul, me parece tão sozinha! Um arrepio percorre a minha alma. Da minha janela olho para um Mar indolente, assediado por saltitantes e oferecidas Ondas, que me lembram uma festa de quinze anos de rara beleza. – Ah, ondas moçoilas que inibem minha tristeza e me fazem, esquecer o medo! Junto com elas saltito sonhos adolescentes e me sinto muito melhor.

Devagarzinho o dia começa a clarear minha cabeça. Nada mais sombrio paira sobre mim, e o canto dos passarinhos, que nunca me pareceu tão lindo, alegra o meu espírito, na recepção de chegada do '' Vale do Medo’'', pelo qual viajei, na noite mal assombrada. 

Ainda um tantinho atordoada, perscruto o meu coração e lhe digo que se acalme, pois não seremos mais viajantes de nenhum vale, muito menos o do medo. Somos estação de turismo chamada ''Coragem'', pronta para receber os viajantes responsáveis pela preservação da Vida, que, com certeza, virão nos conhecer e explorar, visando melhorias.

- Que elas aconteçam!

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Praia de Candeias-PE
Em 06/05/2015
Mareando Vida

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sábado, 2 de maio de 2015

MEU SORRISO





MEU SORRISO
Ysolda Cabral



Sorrio torto e direito! 
Sorrio pra ninguém botar defeito.
Sorrio angariando sorriso,
e até ganho poesia e soneto!...

Sorrio quando sorris pra mim!
Sorrindo vou indo e vindo,
e a sorrir o meu sorriso é assim:
começo, meio e fim...

Sorrio até para quem não gosta de mim.

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Praia de Candeias-PE
Porque hoje é sábado!
02/05/2015

sexta-feira, 1 de maio de 2015

VOCÊ, MEU CANTO!



VOCÊ, MEU CANTO!
Ysolda Cabral 



No está quente, está frio da Vida; 
marquei frio no quente, 
e quente no frio. Errei!

Chorei, sorri. Me queimei!
Fugi, voltei. Não me enganei!
Contudo, estagnei…

Falei, gritei. Silenciei!
Andei, corri. Parei!
Reparei…

O sorriso da criança, 
o renascimento da esperança.
E numa manhã branca, 
percebi em mim grande mudança.

No está quente, está frio da Vida;
marquei desencanto,
descartando o encanto!...
Mas, na poesia encontrei meu canto.

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Praia de Candeias-PE
Em conjecturas de sexta-feira
30.05. 2015


Código do texto: T5227335 
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